Apareceste-me…

26 07 2005

Apareceste-me…

…uma alegoria, uma visão, uma quimera, uma utopia.

Subitamente e de mansinho, vieste silenciosamente para mim. Tudo o que tinha sonhado se concretizou em ti, em tudo o que és, em tudo o que me fazes ser, ver, sentir, perceber. Admiro-te. Adoro-te. Quero-te.

Nas feições do teu rosto de anjo está a candura de uma frágil criança, a brandura de uma nuvem branca, a valentia do pequeno pássaro que aprende a voar, a viveza da planta que brota da semente que jaz na terra. Tens isso tudo em ti! Será que não vês como és perfeita? Tão magistralmente perfeita, tão somente tu. Tu, o teu olhar, o teu sorriso, os teus cabelos, o teu cheiro, o teu gesto, a tua voz, o teu corpo…tu!

Vejo-te sem abrir os olhos, trago-te para o pé de mim.
Preciso de ti. De tudo em ti. De tudo o que és.

É indomável o poder do sentimento. Deixo-me levar porque evocas além do ínfimo eu, porque me mostras sítios insondáveis da alma, lugares que nunca vi e onde nunca fui.

Se as palavras chegarem, se os gestos puderem…

…deixa-me mostrar-te…
…que existo para ti
…que só faço sentido contigo a meu lado
…que só sou contigo!

Vem e fica.
Agora que me apareceste, não te vás.





Sou uma ave nas mãos do teu vento

25 07 2005

Quem és?

Porque insistes em revelar-me duas faces?
Porque me gretas os pulsos com a tibieza de um olhar insensível? E porque me beijas com ardor depois?

Queria tanto entender-te, poder entrar nas raízes do teu ser e ver o que és. Queria entrar no teu universo enigmático e ver além das encriptações da tua palavra.

Queria decifrar as tuas metáforas, entender-lhes os intrincados labirintos e correr desenfreadamente até ao teu coração. E mostrar-te, sem reservas e medos, que te amo. Queres o meu amor? Dou-to sem preço, sem contrapartida, sem…Mas será que o queres para ti? Será que o podes fazer teu? Não sei…

Não sei o que és…
Perdi-me no algures do que foste…
Deste-me um admirável mundo novo, uma ternura infindável que se esvaiu nas indecisões castradoras da razão. Não queria ver-te fugir-me por entre os dedos ténues…porque não tive o afinco para te prender a mim? O que fiz mal?

Porque só vês coisas que não sou?
Porque não crês no digo?
Eu sou isto e isto sou eu. E tu…tu és o resto de mim. Completas-me. Fazes-me falta. E não percebes. Quero-te comigo. Hoje, agora, para sempre.

Não te vás embora. Fica.
Aconchega-me o espírito como fizeste antes. Mostraste-me o que nunca havia visto e viciei-me em ti. És a minha peleja virtuosa de todos os dias. Luto por ti, contigo a meu lado. Sem ti, perco o ânimo. Não tenho fôlego.

Perdi-me.
Perdi-te? Porquê?

És o que sempre fui. Tens o que sempre quis.
Mas não estás aqui. Estás além e aqui. Longe e tão perto. Não te vejo.

Vou voar até ti, nem que seja só no mundo dos sonhos. Deixa-me fazer esta utopia e levar-te pela mão ao sétimo céu. Ele é nosso. Se tu o quiseres. Eu não chego lá sozinho.

Preciso de ti.
Do teu sorriso, do teu olhar, das tuas cores e dos teus sons.
Da tua mão.
Do teu beijo.
Do teu abraço.
Que saudades…
Lembras-te?

Sou uma ave nas mãos do teu vento.
Leva-me…para onde quiseres, para onde fores…estarei contigo. Sempre.

Sempre.
Para sempre.
Teu.

Serás sempre aquela, a fantástica, a incrível…a minha…
Serás sempre.

Volta. Fica comigo.
Não te vás embora.
És tudo o que quero.